Dias 4 e 5 – Vilhena (RO) / Rio Branco (AC)

Ruma à Porto Velho31/08/2014 – Viajar por essa região do país nos reserva algumas emoções diferentes. Não que estivéssemos no meio da Floresta Amazônica pois por aqui são apenas algumas ilhas de floresta no meio das plantações, mas talvez por isso mesmo, animais diferentes das vacas, cavalos e cachorros que estamos acostumados a ver cruzando as rodovias pelo resto do país aparecem por aqui. Estávamos andando a uma velocidade bem menor do que a média, mas mesmo assim, a certa altura, um mico desavisado pulou na frente do Beto e ele não teve como desviar, catou o bichinho. Eu vinha logo atrás e vi tudo, deu uma dor no coração. Mais à frente foi a vez de um pássaro que estava pousado junto com outros na beira da pista decolar bem na hora que íamos passando e bater na bolha da minha moto e no meu capacete. Logo em seguida, vimos um lindo e grande macaco avermelhado cruzando a pista também, reduzimos mais ainda e ficamos esperando ele passar. A casa (ou o que sobrou dela) é dele.

Túlio Easy Rider - Detalhes do combustível reserva, duas latas de Skol
Túlio Easy Rider – Detalhes do combustível reserva, duas latas de Skol

Em uma das paradas pra abastecer, no Posto Dom Bosco em Ouro Preto do Oeste, tinha um self-service com a cara tão boa que não resistimos, fizemos um dos pouquíssimos almoços de verdade na estrada. Na saída encontramos com o Túlio e sua Super Ténéré toda equipada, ele tava vindo sozinho do Paraná, meio sem destino certo, não sabia se ia pra Bolívia ou pro Peru, no verdadeiro espírito easy rider. Conversamos um pouco e saímos juntos do posto, rodamos alguns quilômetros lado a lado até que cada um pegou seu ritmo e nos separamos.

Chegamos ao hotel (Ecos Hotel Classic) em Porto Velho por volta das 16 horas. Fui tomar um banho e, ainda no chuveiro, senti um cheiro fortíssimo de gasolina. Achei estranho porque nosso quarto era em um andar alto, olhei pela janelinha do banheiro e não consegui localizar a fonte do cheiro. Quando saí fui comentar com a galera sobre o cheiro e eles já começaram a rir. O malandro do Alt carregava um galão de gasolina extra dentro da mala de ferramentas e coisas de moto (sorte que não era na de roupas) e ele tinha vazado, a mala ficou com aquele odor o resto da viagem inteira e, consequentemente, nossos quartos também.

Bem-vindo ao Acre01/09/2014 – Acre, o último estado antes de deixarmos o Brasil. Foi um dia tranquilo, apenas 510 Km até Rio Branco, com direito a travessia de balsa pelo Rio Madeira, foi o mais perto que chegamos da Bolívia (dá uma olhada no mapa aqui).

Pegamos vários trechos onde praticamente não havia asfalto, apenas terra batida, creio que ainda era resquício da cheia do início do ano que deixou a rodovia submersa por vários dias.

Na balsa sobre o rio Madeira
Na balsa sobre o rio Madeira

Pra comemorarmos a chegada ao Acre e nos despedirmos do Brasil demos uma abusada e ficamos no Holiday Inn Express. O calor estava insuportável, saímos pra dar uma volta a pé, procurando por um lugar pra comer, mas logo desistimos e pegamos um táxi que nos recomendou o shopping da cidade onde teríamos mais opções para almoçar. Foi uma boa dica, principalmente porque lá tinha ar-condicionado. Comemos em um self-service bem gostoso, mas achei meio caro, não sei está dentro do padrão de preço da cidade, mas …

Entre Porto Velho e Rio Branco

As rotas:

Fotografando

 

4 Comentários


  1. Muito legal a história da viagem de ver uma viagem ocês! Eu desejaria muito desbravar esse Brasil, mas só se for de moto. Pena que já sou idos, mas mesmo assim tenho intenção de fazer uma grande viagem. Moro no triangulo e quero fazer uma viagem com minha esposa de moto até o maranhão ( Em uma Tiger 800 xrx). Não vou em grupo, vou sozinho, isso me preocupa, mas vou viajar apenas ao dia e sempre em velocidade de segurança. Tenho preocupação com a bandidagem de estrada. Rodovia escolhida é a Belém Brasilia.

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  2. Essa viagem foi show!
    Já tinha visto o vídeo e, lendo o relato de vocês deste dia, lembrei de outros que citam animais nas estradas, muitos deles mortos por atropelamento. Tem gente que vai para esses lados esperando ver a fauna silvestre mas só a encontra morta no meio da pista. É muito triste!
    O perigo que isso representa é evidente mas, além disso, há o fator ambiental, pois os animais silvestres morrem nas rodovias aos milhares.
    Tenho instalado no meu Smartphone o “Sistema Urubu”, um aplicativo que registra o espécime silvestre atropelado e sua localização. O objetivo é usar os dados para implementar nas rodovias passagens seguras para os animais, reduzindo o número de atropelamentos. Os dados são coletados por usuários das rodovias dispostos a parar e ceder de dois a cinco minutos de seu tempo. Dá uma olhadinha na página do Sistema Urubu, eu recomendo: http://cbee.ufla.br/portal/sistema_urubu/index.php

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    1. Adorei conhecer o Urubu, já instalei o app também. Muito obrigado pela dica, Bárbara.

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  3. parabens pelo relato, voltei no tempo lendo e relembrando minha passagem por esse caminho. Feliz 2015 a todos.

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