Dia 7 – Puerto Maldonado (PER) / Cusco (PER)

Dia 7 - Cusco03/09/2014 – Mais um dia de estrada. Acordar cedo, tomar café, carregar as motos, abastecer, calibrar os pneus e lá vamos nós de novo. Desta vez o destino era Cusco, seriam cerca de 480 Km pelas sinuosas curvas da Cordilheira, sairíamos praticamente do nível do mar e subiríamos a quase 5 mil metros antes de chegarmos aos 3.400 metros de altitude onde situa-se O Umbigo do Mundo, a cidade de Cusco.

Os #86MCEra também dia de encontrarmos com minha mulher, Kátia e com a comadre Rê, mulher do Beto que se juntariam a nós pelos próximos 15 dias e iriam pegar estrada, na garupa, até o Atacama.

Subindo ...Pelo caminho um visual único e uma estrada com asfalto impecável. A Cordilheira é linda!!!

Curvas da CordilheiraLembramos bastante da dica que a galera de Barra do Bugres nos deu:

– “Quando cruzarem pelas águas de degelo que cortam a rodovia, procurem sempre passar pelos mesmos lugares onde os pneus dos carros passam. Lá é menos escorregadio”.

É assim que se abastece!
É assim que se abastece!

A certa altura percebemos que estava na hora de reabastecer, já tinha tempo que não víamos um posto e, embora tivéssemos combustível extra nos galões, começamos a ficar preocupados. Pedimos informação a um motorista e ele nos informou que dentro de meia hora teríamos onde abastecer. É, eles não falam de distâncias em quilômetros e sim em minutos, e sempre nos pareceram bastante precisos. Andamos a meia hora prevista e chegamos a um povoado bem pequeno e nem sinal de um posto de gasolina, mais uma vez pedimos informação, foi quando nos apontaram para uma vendinha, olhamos bem e havia uns barris na porta que pareciam ter combustível dentro. Dito e feito, era o nosso “posto”.

4.725 metros
4.725 metros, 1,5 ºC

Já estávamos a uns 4.000 metros acima do nível do mar e deu pra sentir bem os efeitos da altitude quando paramos pro abastecimento. Tudo parecia um pouco mais difícil de se fazer e o raciocínio parece ficar mais lento. O Beto que o diga, ela tava muito engraçado, bem desnorteado, foi um parto conseguir fazer as tarefas simples daquele momento. Foi quando resolvemos mascar as folhas de coca que o Alt tinha comprando um pouco antes. Ajudou bastante.

Na CordilheiraChegamos à Cusco já no início da noite, não foi difícil achar a pousada Chakana House, onde eu e Beto havíamos feito reserva por indicação de uma amiga. O Alt separou-se da gente para procurar o hotel dele, o Arqueologo, gente fina é outra coisa.

Na recepção da pousada soubemos que as mulheres já haviam chegado, mas tinham saído para dar uma volta pela cidade. Descarregamos as motos e quando perguntamos onde era a garagem veio a surpresa, não havia.

Garagem para as motos era uma das condições básicas para nos hospedarmos em qualquer lugar e isso havia sido deixado bem claro nas trocas de emails entre nós e a Maria, proprietária da Chakana. Ela só iria chegar mais tarde, então desencanamos, paramos as motos bem em frente à recepção e fomos nos acomodar.

Na "garagem"
Na “garagem”

Nesse meio tempo as mulheres já haviam se juntado a nós, tomamos banho e saímos para jantar e dar uma volta na cidade. Ao voltarmos a Maria já estava lá e nos tranquilizou dizendo que realmente não tinha garagem, mas que as motos iriam “dormir” na sala onde tomávamos café da manhã. Dá só uma olhada, esse foi o melhor tratamento que as “branquelas” tiveram em toda a viagem!

A rota:

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