Dia 3 – Barra do Bugres (MT) / Vilhena (RO)

Dia 3 - Vilhena30/08/2014 – Com o pernoite em Barra do Bugres, em vez de Cuiabá, o trecho para Vilhena reduziu-se a cerca de 550 Km, mas mesmo assim saímos cedo. Essa era uma de nossas regras sempre sair cedo, não importando a distância a percorrer.

Esse foi o primeiro trecho na temida BR-364, vimos muitos relatos sobre as más condições da estrada, mas nossos novos amigos de Barra do Bugres já haviam nos dito que isso era coisa do passado, que a estrada estaria em boas condições. Foi quase isso, passamos por alguns trechos esburacados, uma cratera aqui, outra ali, mas foram trechos pequenos.

Buracos na BR-364
Buracos na BR-364

A viagem estava bem tranquila, até que chegamos a um trecho em obra e tivemos que desviar pra uma estrada de terra, ou melhor um areal, parecia mais que estávamos andando em uma duna. Foi muito difícil conduzir as motos carregadas e com pneus totalmente inapropriados àquelas condições, tão difícil que o Beto foi pro chão! Nada demais, só o susto mesmo. Eu estava na frente, tenso como corda de violão, ouvi ele falar pelo comunicador que havia caído, mas resolvi chegar no asfalto primeiro para depois voltar a pé e ajudá-lo. O Alt, que vinha atrás dele, parou e ajudou a levantar a moto. Eu nem precisei voltar.

Moto do Beto levantada, Alt volta pra dele, anda uns 50 metros e poft! Vai pro chão também. A areia tava muito fofa, sinistro mesmo. Mas, apesar do pedal do câmbio e o retrovisor esquerdo quebrados, também foi só um susto. Momentos de tensão (olha o vídeo aí).

Seguimos viagem até a cidade mais próxima onde paramos pro Alt arrumar o pedal do câmbio (ele tirou da moto e desentortou com cuidado pra não quebrar), e trocar o retrovisor esquerdo pelo direto que estava intacto. Perdemos cerca de 2 horas com os reparos, o que nos fez agradecer o fato de termos saído cedo.

Alt fazendo os reparos no pedal do câmbio após o tombo
Alt fazendo os reparos no pedal do câmbio após o tombo

Tudo no lugar novamente e seguimos até Vilhena, com uma boa lição aprendida: por mais on road que seja sua viagem, sempre use pneus mistos. Ainda iríamos sentir isso várias vezes no caminho, cado desvio que tínhamos que passar (e não foram poucos) eram momentos tensos, mas sem mais nenhum tombo.

PedágioJá ia me esquecendo dos índios. A galera de Barra do Bugres já havia nos alertado, e outro motoqueiro que encontramos enquanto o Alt arrumava a moto confirmou, alguns quilômetros à frente iríamos ter que pagar “pedágio” para passar pela rodovia que corta a terra dos índios, ao que parece, um acordo informal feito com o governo que faz vista grossa e deixa eles cobrarem pela passagem e assim eles não criam maiores problemas. Brasil!!!!!

Pagamos os 10 reais (por moto) e seguimos viagem …

Foi nesse dia também nosso primeiro contato com a chuva na estrada. A temperatura estava bastante elevada, mais de 40 ºC, a chuva foi muito bem vinda, refrescou bastante, não chegamos nem a vestir as capas. Não me lembro bem, mas não durou mais que meia hora.

No hotel, descarregando as motos
No hotel, descarregando as motos

Em Vilhena ficamos no Hotel Mirage, excelente localização, quartos e café da manhã também muito bons. Recomendo. O Beto pediu pro pai dele ir na Trimpuh de Brasília, comprar um retrovisor novo pro Alt e mandar pela Renata que nos encontraria em Cusco.

A rota:

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