Dia 19 – San Pedro do Atacama (CHL) / Salta (ARG)

Dia 1915/09/2014 – As meninas acordaram de madrugada pra esperar a van que as levaria pro aeroporto, aproveitei o embalo e levantei também pra terminar de arrumar as coisas e carregar a moto.

Eu e Beto tomamos café, e deixamos as motos prontinhas já na frente do hotel. Era só a Alt chegar pra gente pegar estrada de novo. Seriam cerca de 600 Km até Salta, na Argentina.

O frio - dois dias antes de passarmos por ali de moto
O frio – dois dias antes de passarmos por ali de moto

Dois dias antes, havíamos feito um passeio de van até o Salar de Tara e passamos pela mesma estrada que pegaríamos para sair do Chile. Enfrentamos temperaturas baixíssimas e um vento absurdo, o que nos deixou bastante preocupados com as condições climáticas no dia que passássemos ali de moto. Por sorte, o tempo estava bem diferente, o céu estava limpo, ensolarado e não tinha vento. Pegamos 2 ºC mas foi de boa. Chegamos à fronteira no Paso de Jama sem maiores perrengues.

A caminho do Paso de Jama

A experiência na fronteira foi, sem sombra de dúvidas, a pior da viagem. Havia filas pra todos os lados sem uma indicação clara de qual deveríamos pegar. Depois de um tempo perdido na fila errada, entendemos mais ou menos a sequência. Eram umas seis filas, as três primeiras para registrarmos a saída do Chile e as próximas para darmos entrada na Argentina.

E a gente crente que tava abafando (casal e filho viajando de bike)
E a gente crente que tava abafando (casal e filho viajando de bike)

Foram quase três horas para nos livrarmos da burocracia e conseguirmos seguir viagem. Ainda tínhamos bastante estrada pela frente até chegarmos em Salta. No caminho, mais um daqueles visuais de cair o queixo, a Cordilheira na Argentina também é linda, com cactos enormes e cores bem diferentes das que vimos no Peru.

Chegamos à Salta já no final do dia. Seguimos o GPS até um dos “hotéis” que marcamos na noite anterior. Tivemos muita dificuldade em encontrar vaga pra nos hospedarmos e só descobrimos o porquê ao chegarmos no centro da cidade. Era dia da Festa dos Milagres, em devoção a Virgem Santíssima, padroeira de Salta desde 1692. Milhares de peregrinos vindos de toda a Argentina, além do Chile e da Bolívia espalhavam-se pelas ruas, que em grande parte, estavam fechadas para veículos automotores. Dá um zoom no mapa abaixo que você vai ver as voltas que tivemos que dar dentro da cidade.

O “hotel” era um muquifo, impossível ficar lá. Olhamos no GPS e vimos havia um Sheraton era ali bem perto, fomos até lá na esperança de conseguirmos um quarto. Nada feito, tava lotado também, mas o cara da recepção, muito gentil, ligou para um hotel próximo que ele mesmo indicou e reservou um quarto para nós lá. Foi no Portezuelo Nuevo Hotel, muito bom, por sinal.

A rota:

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