Dia 13 – Arequipa (PER) / Arica (CHL)

Dia 1309/09/2014 – Hora de se despedir do Peru. O dia em Arequipa nos possibilitou um descanso merecido depois da perrengue do dia anterior, já estávamos prontos para seguirmos viagem.

Apesar dos poucos 425 Km que separam Arequipa de Arica, partimos cedo novamente, pois sabíamos que teríamos alfândega pela frente e, provavelmente perderíamos tempo por lá.

Arequipa / AricaO caminho nos revelou surpresas agradáveis, com um visual totalmente diferente do que já havíamos visto. Tudo era um imenso deserto, com areia pra tudo que é lado, mas com vários vales cortados por rios que eram verdadeiros oásis, tudo verde, com muita plantação.

Esse é o espírito!
Esse é o espírito!

Também nos surpreendemos com alguns projetos de agrofloresta no meio do nada, era assim: um grande reservatório que parecia servir para captação de água pluvial e ao lado, uma ilha “verde” cercada por árvores/arbustos mais altos e densos para cortar o vento e no meio a multicultura típica da agrofloresta. Demais! Foram vários desses pelo caminho.

Já do lado chileno
Já do lado chileno

Chegamos na fronteira e os procedimentos foram parecidos com os da entrada no Peru. Tivemos que dar saída do país no lado peruano e registrar a entrada no Chile assim que cruzamos a fronteira.

A Rê tinha perdido um dos papéis que recebeu quando deu entrada no Peru no aeroporto e teve que pagar uma taxa pra poder ser liberada, coisa pouca, uns quatorze soles, se não me engano. O chato foi ter que lidar com a antipatia dos atendentes, fala sério.

Já no Chile, fizemos a migração pessoal primeiro, passamos por uns três guichês pra conseguir isso mas, ao contrário do Peru, sempre com atendentes muito simpáticos. Um dos agentes pediu que tirássemos toda a bagagem das motos para passar por um raio x, tirei só a mala da Kátia e a tank bag, quando ele viu os bauletos disse pra eu mostrar o conteúdo deles ali mesmo na moto, abri os dois, ele deu uma olhada rápida e liberou.

Arequipa / AricaFomos então dar entrada nas motos, mais guichês, carimbos, papéis… Carregamos as motos novamente e saímos em direção à cancela onde teríamos que apresentar toda a papelada. Pra minha “alegria” estava faltando um carimbo nos papéis da Branquela. Voltei bem feliz pra tentar descobrir em qual dos guichês eu teria que ir, fui perguntar ao agente que revistou meus bauletos e ele, prontamente, pegou minha papelada e foi direto carimbar o que estava faltando. Viva o Chile!!!

Perdemos um pouco mais de duas horas nessa brincadeira, mas Arica já estava bem ali, a uns 20 Km da fronteira.

Não foi difícil achar o Hotel Amaru que pesquisamos na noite anterior, os GPSs não estão nos decepcionando.

Quando paramos as motos e começamos a descarregar senti-me um pouco indisposto, subi tomei um banho e percebi que estava com febre. Saímos pra comer alguma coisa, voltei, tomei um antitérmico e fui direto dormir, deixei a galera encarregada de planejar o dia seguinte (basicamente, pesquisar hotéis em Antofagasta).

A rota:

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